
Fonte da Figura
Há alguns dias eu li uma matéria na Folha de São Paulo que tratava sobre bicicletas elétricas e fiquei muito interessado no tema. Se você for assinante da Folha, pode lê-la clicando aqui.
Aqui vou colocar algumas das minhas observações e dúvidas e, tão logo tenha mais informações, vou postando no Blog. Se você tiver alguma contribuição me envie o texto pelo formulário de contato ou faça comentários.
Os sites dos fabricantes e/ou importadores informam o peso da bicicleta (algumas pesam mais de 50 kilos) e também informam a carga máxima (por exemplo, 120 kg), esta informação não deixa claro se a carga máxima se refere ao peso do ciclista mais o da bicicleta, ou somente ao peso do ciclista.
Outra questão é comprar uma bicicleta pronta ou investir numa adaptação. Comprar pronta é muito mais prático e haverá, em tese, um conjunto mais harmônico, assistência técnica e muitas vezes nem é mais caro que adaptar.
Por outro lado, adaptar pode ter algumas vantagens interessantes, pode-se investir para obter mais potência, autonomia, conforto ou o que for mais importante para quem está fazendo a adaptação. Em resumo, a adaptação permite que o projeto vá de encontro a um objetivo.
Caso decida pela adaptação, privilegie a segurança na escolha da bicicleta e acessórios que receberão o kit. Eu li relatos e vi fotos sobre problemas estruturais, cheguei a ver um garfo quebrado, situação que pode causar um sério acidente.
Além disso, definir o tipo e a potência do motor, bem como a capacidade bateria, não é algo simples e deve ser levado em consideração até mesmo o peso que carregará, características de resistência, entre outros.
Clique aqui para obter uma planilha que auxilia neste cálculo.
Outra ponto que causa polêmica é a necessidade de habilitação. Eu liguei para o Detran-DF e fui informado que, se a bicicleta elétrica não estivesse em vias destinadas a carros, não era preciso habilitação e registro (isto ocorreu em 17 de Novembro de 2009 às 14:21).
Nesta direção há ainda uma decisão (liminar) do TJ-RS (processo 10902115964) que pode ser lida clicando aqui.
Por outro lado, o Contran entende que Bicicleta elétrica deve ser tratada como ciclomotor e seu uso implicaria na habilitação tipo ACC. Ao tentar falar deste tipo de habilitação no atendimento do Detran, eu percebi que o atendente não sabia do que eu estava falando.
Outros países criaram regras mais sensatas para a bicicleta elétrica, por exemplo, o veículo ainda é considerado bicicleta desde que mantenha características fundamentais da bicicleta como a baixa velocidade e propulsão humana. Assim, entre outras medidas, foi regulamentada limitação de potência e obrigatoriedade de um sensor para o motor só funcionar se o ciclista também estiver pedalando.
Espero que nossa legislação evolua para permitir o uso sensato deste interessante veículo de preço razoável, que colabora para a preservação do meio ambiente e pode ser uma boa alternativa para o trânsito cada vez mais caótico das cidades.
Como qualquer veículo de duas rodas, a bicicleta deve ser conduzida de forma a minimizar riscos. Capacete, luvas, óculos e protetor solar são pré-requisitos para o ciclista. Estas e outras dicas valiosas podem lidas no site Escola de Bicicleta.
Technorati Tags: bicicleta elétrica, e-bike, eco-bike, electric bike